
Grupo que aplicava golpes com sites falsos no Amapá é alvo de operação
Mais de R$ 5 milhões em bens e valores foram apreendidos nesta quinta-feira (2) na 2ª fase da Operação Boleto Fantasma, da Polícia Civil do Amapá, que investiga uma organização criminosa especializada em fraudes eletrônicas.
Foram cumpridos 7 mandados de prisão preventiva, 22 de busca e apreensão e 20 de sequestro de bens em Goiás e Santa Catarina. Dois suspeitos seguem foragidos.
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Como funcionava o golpe
Segundo a investigação, o grupo criava sites falsos de segunda via de faturas de energia. As vítimas acreditavam estar em páginas oficiais e faziam pagamentos por boleto, PIX ou QR Code. Os valores eram desviados para contas ligadas à organização criminosa.
“Essa organização criminosa utilizava tecnologia, anúncios patrocinados, sites falsos e pessoas interpostas para enganar vítimas e ocultar valores”, disse o delegado Breno da Costa Esteves.
Equipamentos e bens apreendidos
Foram recolhidos celulares, notebooks, computadores gamers e dispositivos usados para armazenar criptoativos, avaliados em mais de R$ 200 mil. Segundo a polícia, todo o material será analisado para rastrear novos bens e identificar outros envolvidos.
Entre os bens apreendidos estão veículos de luxo, como um Porsche e duas BMWs, além de caminhões, moto aquática, joias e um relógio Rolex avaliado em R$ 125 mil. Apenas em valores diretos, a apreensão chegou a R$ 311 mil, incluindo ouro e prata.
Carros de luxo foram apreendidos durante a operação.
Polícia Civil/Divulgação
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Estrutura da organização criminosa
De acordo com a Polícia Civil, o esquema tinha divisão de tarefas, como:
Criação dos sites;
Anúncios patrocinados;
Atendimento às vítimas;
Movimentação dos valores;
Ocultação patrimonial.
A investigação também apontou que havia um núcleo tecnológico, responsável pela criação e manutenção dos sites falsos, e um núcleo financeiro, encarregado de receber os valores e realizar a lavagem por meio de ativos digitais e empresas de fachada.
“A Polícia Civil atuou para atingir não apenas os operadores, mas também a estrutura financeira, com prisões, bloqueio de valores e apreensão de veículos de luxo”, completou Breno.
A Operação Boleto Fantasma 2 é coordenada pela Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DR-CCIBER) da Polícia Civil do Amapá, com apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab/DIOPI/Senasp) do Ministério da Justiça e Segurança Pública, além das Polícias Civis de Goiás e Santa Catarina.
Operação Boleto Fantasma 2, cumpriu mandados em Santa Catarina e Goiás.
Polícia Civil/Divulgação
Polícia Civil deflagra operação Boleto Fantasma 2
Divulgação
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