
Filho encontrou os pais mortos. O casal foi localizado após o filho estranhar a falta de contato desde a manhã do dia 29 de junho. Segundo a Polícia Militar, Maria Clotilde estava caída na sala, enquanto Cláudio foi encontrado sobre a cama de um dos quartos.
Polícia encontrou roupa com manchas de sangue. A peça foi localizada em uma caçamba de lixo e, segundo os investigadores, pode ter sido descartada pela suspeita durante a fuga. O material foi submetido à perícia.
Câmeras registraram entrada e saída da suspeita. Imagens do circuito de segurança mostram que a diarista entrou no condomínio por volta das 7h e deixou o prédio às 15h30. Segundo a investigação, ela saiu usando roupas diferentes das que vestia ao chegar e carregava uma sacola que seria de uma das vítimas.
Suspeita confessou informalmente o crime, segundo a polícia. Paola admitiu ter matado o casal e afirmou que vendeu por cerca de R$ 3 mil objetos levados do apartamento, como relógios, bolsa e celulares. Os agentes teriam encontrado com ela o valor de R$ 18 mil em dinheiro.
Polícia Civil de Minas Gerais recuperou parte dos objetos roubados pela diarista. Seis relógios e dois tênis da marca Lacoste foram devolvidos.
Em decisão contra concessão de habeas corpus à diarista, o desembargador e relator do caso, Valladares do Lago, declarou que a manutenção da prisão de Paola era necessária para garantia da ordem pública, “face à gravidade concreta e exacerbada da conduta”. O magistrado citou uma decisão anterior em que foi apontado que a ação de Paola no crime foi de extrema brutalidade e que foram constatadas “43 lesões perfurocortantes no idoso Cláudio e 15 lesões perfurocortantes em Maria Clotilde, além de que as vítimas foram, ainda, submetidas a extensas queimaduras térmicas ou químicas na face, tórax e membros, caracterizando meio cruel e tortura”.



































