“Você poderia me mandar a tabela do caviar?”, questionou Castro. Depois de receber as informações, ele diz que vai comprar “um para consumir hoje e também pra levar” para o Rio de Janeiro no dia seguinte. “Pra hj imperial de 100g. Um de cada de 50g? 7 no total? e 3 kits”, pediu o ex-governador.

Castro enviou comprovante de Pix com o valor, mostram as mensagens. Segundo o documento, a transferência de R$ 10.500,00 foi feita pela AC Santos Participação e Empreendimentos, cujo dono é Antonio Carlos da Conceição Santos, conhecido como Pipo.
Pipo é descrito pela PF como “figura central do esquema de branqueamento de capitais no mais alto escalão” do RJ. Segundo a PF, ele “mantém histórica relação de proximidade” com Castro. O advogado foi um dos alvos da Operação Refino 2, em agosto.
No relatório, a PF também destaca que o nome de Pipo foi citado no inquérito sobre o assassinato de Marielle Franco. O advogado foi assessor parlamentar de Domingos Brazão, condenado pela morte da vereadora, na Alerj e no Tribunal de Contas do Estado. “Trata-se de pessoa com fortes vínculos com a exploração fundiária e imobiliária na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro, notadamente, no bairro Recreio dos Bandeirantes”, diz a PF.
Defesa de Castro nega acusações de vantagens indevidas. Em resposta ao jornal, a defesa de Castro disse que a encomenda do caviar “havia sido feita por um amigo”, e que o ex-governador “apenas retirou os produtos (…) tendo consumido um deles com autorização do comprador”.



































