Trump, por sua vez, emite sinais contraditórios. Disse que a guerra vai acabar “muito em breve, de um jeito ou de outro”, com um acordo ou porque os EUA vão “simplesmente acabar com ela”, e voltou a ameaçar intensificar os ataques. Teerã respondeu que uma nova guerra pode durar mais que a anterior. O conflito começou com ataques dos EUA e de Israel ao Irã. Na fase anterior da guerra, o líder supremo Ali Khamenei foi morto e o filho dele, Mojtaba, assumiu o cargo. Um protocolo de entendimento assinado em junho não virou acordo de paz.
Ucrânia desafia Trump e volta a atacar refinarias na Rússia
Drones ucranianos de longo alcance atingiram refinarias de petróleo em Kstovo, na região russa de Níjni Novgorod, e em Novokuibichevsk, em Samara, esta da estatal Rosneft, segundo a mídia estatal russa. Os ataques contrariam a Casa Branca. Jared Kushner, genro de Trump, havia pedido uma pausa de 30 dias nesses ataques. Kiev diz que nunca aceitou a pausa, e o Kremlin acusa os ucranianos de “simplesmente ignorar” Washington. Trump culpa Zelensky pela alta dos combustíveis e, no mês passado, suspendeu sanções ao diesel russo.
Zelensky não comentou os ataques às refinarias. Ele diz que a Ucrânia reage à ofensiva russa contra sua rede de energia. Na madrugada, bombardeios em quatro regiões deixaram centenas de milhares de casas sem luz, e Kiev teve cortes de 8 a 10 horas depois que uma usina termelétrica foi danificada. À noite, o aplicativo oficial de alertas antiaéreos foi aparentemente invadido e emitiu falsos avisos de ameaça de radiação e de ataque químico em Kiev. A Força Aérea desmentiu os alertas.
Também terminou a trégua de seis dias em Oleshky, cidade ocupada pela Rússia na margem leste do rio Dnipro, negociada pela primeira-dama americana, Melania Trump. A pausa permitiu retirar centenas de moradores. Observadores ucranianos afirmam que os russos a usaram para reforçar posições. O Kremlin diz que Putin aceita falar por telefone com Zelensky, desde que sem os europeus, e uma rodada entre Rússia, Ucrânia e EUA deve acontecer ainda neste mês. Putin, porém, continua exigindo que Kiev entregue toda a região de Donetsk.
Israel valida eleição apesar de acusação de Netanyahu contra voto árabe
O presidente da Comissão Eleitoral Central de Israel, o juiz Noam Sohlberg, afirmou neste domingo que as eleições de 27 de outubro foram conduzidas corretamente e que o resultado deve ser respeitado. Ele respondeu ao Likud, partido do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que acusa os partidos árabes de terem “roubado” a votação.



































